Pensando no ocorrido de Realengo...
"O ser humano, no decorrer de sua vida, passa por diversas experiências desde a sua infância até a sua velhice, através das quais obtém êxitos e frustrações necessitando, porém, de recursos internos e externos para a sua sobrevivência.
A psicologia Junguiana, que considera o ser humano como uma totalidade única e indivisível, nos apresenta um processo chamado individuação, que pode ser considerado como um entre vários dos nossos recursos internos de sobrevivência, o qual pode ser entendido através da seguinte afirmação."
Individuação, portanto, é o termo usado na psicologia junguiana
para descrever o processo pelo qual as potencialidades de uma
psique particular se manifesta no curso de uma história de vida.
A história de vida sempre se configura como expressão parcial
das possibilidades, de forma que a individuação jamais se
completa.
O processo de individuação é experimentado pelo ego como um
sentimento de estar mais ou menos “nos trilhos” da vida. (HALL
1992 p. 64 e 65).
[...] o mundo moderno não oferece oportunidades convenientes
para a individuação do arquétipo da sombra. As expressões dos
instintos animais na criança são em geral punidas pelos pais. O
castigo não provoca o desaparecimento do arquétipo da sombra –
nada seria capaz de o conseguir – mas somente a sua repressão.
Ele retorna à esfera inconsciente da personalidade, onde
permanece em estado primitivo e indiferenciado. Depois, quando
rompe a barreira da repressão – como está sujeito a fazer de vez
em quando – a sombra se manifesta de maneira sinistra e
patológica. (HALL e NORDBY 2003 p. 72).
Beijo com muito carinho.
Ana Fonsecka.
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